Propósito

A e-Engineering Alliance é um Special Interest Group (SIG) da International Association of Online Engineering (IAOE) cujo objetivo é disseminar por todo o mundo o conceito de e-Engineering.

Os atuais responsáveis do SIG são:

Objetivos

O e-Engineering é um conceito que resulta da concatenação de duas ideias anteriores: e-learning e laboratórios remotos.

A e-Engineering Alliance foi criada no âmbito do projeto e-LIVES para divulgar os conhecimentos adquiridos e sistematizados pelos membros do consórcio. O objetivo do e-Engineering Alliance Special Interest Group (SIG) é disseminar o conceito, demonstrando a sua importância para o desenvolvimento do ensino superior e para a aprendizagem ao longo da vida, e ajudar as Universidades a construírem elas próprias cursos de e-Engineering inovadores e sustentáveis.

O SIG promove a transferência do conhecimento necessário para que as Universidades criem os seus próprios cursos de e-Engineering. Estes são cursos online de engenharia na área da eletrotécnia e eletrónica baseados em conceitos de e-learning e em laboratórios remotos especialmente projetados para apoiar os estudantes na aquisição de competências laboratoriais nas matérias estudadas.

O SIG pretende ajudar as Universidades a construir um currículo, obter a acreditação nacional do curso, treinar professores e técnicos, criar conteúdos, projetar e desenvolver um laboratório remoto e implementar mecanismos de avaliação da qualidade do curso.

O objetivo de longo prazo do e-Engineering Alliance SIG é gerar nas universidades um ambiente mais comprometido e profissional, pronto para introduzir novas formas de aprendizagem flexível nas atividades diárias de ensino e apto a criar e gerir cursos de e-Engineering acreditados.

Como nasceu o conceito de e-Engineering?

A educação a distância não é propriamente uma ideia inovadora. Ela existe desde o século XIX, quando o desenvolvimento dos serviços postais na Inglaterra deu a Sir Isaac Pitman a ideia de criar cursos por correspondência. Naquele tempo, o número de cursos oferecidos era muito restrito, limitado principalmente pelo baixo grau de interatividade entre instrutor e estudante, devido ao único canal de comunicação possível na época: material escrito, em suporte de papel, trocado através do lento serviço postal. Demorou mais de um século para o panorama do ensino a distância começar a mudar. Gravadores de áudio e de televisão foram os primeiros meios tecnológicos utilizados para oferecer novos cursos de ensino a distância mais atraentes. Apesar de manter a mesma forma de comunicar com os estudantes, os agora mais rápidos e fiáveis serviços postais, os materiais eram muito mais diversificados, desde textos cuidadosamente construídos e de registos de áudio e vídeo a emissões de rádio e televisão convencionais, neste caso abertas a todos, estudantes e não estudantes. Estes eram complementados por sessões individuais ou em grupo ao vivo por telefone, entre instrutor e estudantes, ou entre estudantes, permitindo a realização de trabalhos em grupo interativos.

No entanto, o avanço que representa um verdadeiro ponto de viragem no ensino a distância foi a introdução do conceito de e-learning durante os anos 90 do século XX, impulsionado pelos dois mais significativos avanços na área das telecomunicações – a rede de Internet e a invenção da World Wide Web.

A Internet disponibiliza um canal de comunicação rápido, confiável e interativo entre instrutor e estudantes, ou entre estudantes, permitindo um grau de interação nunca antes alcançado no ensino a distância, podendo mesmo ser comparável às aulas presenciais. Por outro lado, a World Wide Web com as suas ligações de hipertexto possibilitou a construção de materiais muito mais diversificados e atraentes, suportados por áudio, imagem e vídeo, prontamente disponíveis e altamente interativos. Esta revolução foi acompanhada pela massificação dos computadores pessoais, o que os tornou acessíveis e baratos. Numa década, de 1990 a 2000, essas máquinas muito caras, complicadas de operar, cujo acesso era quase restrito a cientistas, a engenheiros e a estudantes universitários, tornaram-se um equipamento doméstico indispensável.

Apesar de todos esses avanços, os cursos de graduação oferecidos estão, no entanto, restritos a áreas não técnicas, com uma exceção: Ciências da Computação. A principal razão é que os cursos de engenharia exigem que os estudantes realizem trabalhos experimentais, seja em química, física, mecânica, máquinas elétricas, eletrónica ou óptica, o que requer acesso a laboratórios específicos e a interação em tempo real com equipamentos e instrumentação. Os cursos relacionados com as Ciências da Computação, onde o mesmo computador utilizado para acompanhar o curso é o único equipamento necessário para o estudante completar os trabalhos práticos obrigatórios, o desenvolvimento de programas em diferentes linguagens de software, são a exceção.

Até recentemente, a única solução que permitia aos estudantes das áreas de engenharia realizar trabalhos laboratoriais era o ensino misto – blended learning ou b-learning.

Esta realidade mudou com a ajuda da tecnologia. As áreas de engenharia estão a beneficiar da proliferação de laboratórios remotos que permitem aos estudantes realizar trabalhos laboratoriais remotamente, com um nível de interatividade e realismo nunca antes alcançado.

(adaptado de: Manuel Gericota et al., “Combining E-Technologies & E-Pedagogies to Create Online Undergraduate Courses in Engineering – an Example of a Successful Experience”, Proc. 8th Intl. Conf. on Education and New Learning Technologies (EDULEARN’2016), Barcelona, Spain, July 2016, pp. 4209-4218.)

Interessado em saber mais sobre e-Engineering?

Se pertence a uma universidade interessada em criar e oferecer os seus próprios cursos de e-Engineering, envie-nos um e-mail. Teremos o maior prazer em colaborar e ajudar a sua Universidade na criação de cursos de e-Engineering.

Se quer apenas saber mais sobre as atividades da e-Engineering Alliance SIG e ter acesso à documentação sobre as melhores práticas de e-Engineering, desde a conceção até ao desenvolvimento e implementação de cursos de e-Engineering, acreditação, exemplos de sucesso, etc. , basta entrar em contacto com o presidente ou vice-presidente da SIG.

Esta página faz parte do site do e-LIVES. O e-LIVES é um projeto europeu onde o conceito de e-Engineering está a ser desenvolvido e consolidado. Visite as outras páginas do site do e-LIVES para conhecer mais sobre o projeto e o conceito de e-Engineering.

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